Na época da gravidez, a mulher passa por intensas transformações, tanto físicas quanto emocionais, que muitas vezes são transmitidas para o bebê. Todo seu corpo se modifica para que ela possa abrigar e nutrir o bebê, permitindo que ele se desenvolva até a hora do parto.
Para evitar que estivessem expostas a situações desagradáveis ou nocivas que pudessem afetar negativamente o bebê, os antigos gregos recolhiam as grávidas no "gineceu", a melhor divisão da casa. Ali, as mulheres passavam a sua gravidez rodeadas de beleza, mimos e comodidades.
Hoje em dia, por razões óbvias, isto não é possível e nem necessário, porque a gravidez não é uma doença, mas sim um estado próprio das mulheres saudáveis. No entanto, trata-se de uma circunstância especial que requer alguns cuidados e muito bom senso, visando uma gravidez agradável e fora de perigo .
O primeiro e mais importante passo para uma gestação segura é o acompanhamento pré-natal, que compreende a realização de consultas médicas e exames complementares, nos quais o obstetra avalia a saúde global da gestante e do bebê, assim como, detecta e trata precocemente doenças ou agravos que possam afetar a qualidade de vida .
A assistência pré-natal deve ser iniciada assim que a possibilidade de gravidez for considerada, geralmente devido a atraso menstrual. Quanto antes for iniciado o acompanhamento, melhores serão os resultados alcançados.
Nas gestações de baixo risco, as consultas devem ser realizadas mensalmente até o sétimo mês de gravidez. A partir daí, a consulta deve ser a cada duas semanas até completar uma idade gestacional de 36 semanas. Depois disso, as consultas são semanais. Nas gestações de alto risco, o intervalo das consultas é menor, dependendo da necessidade de cada caso.
Outro aspecto importante do pré-natal é a avaliação a respeito da nutrição da gestante. Nas consultas, o médico faz um acompanhamento do ganho de peso da mãe, que não deve ser inferior e nem superior ao recomendado ( 9 a12 Kg). Devemos ter em mente que as necessidades calóricas estão aumentadas, durante a gravidez, porém a mulher deve ter uma dieta balanceada, tendo o cuidado para evitar o ganho de peso excessivo, que pode ser prejudicial. Além disso, indica-se a reposição de duas vitaminas : o ácido fólico ( nas primeiras semanas de gravidez, pois ajuda a prevenir algumas malformações) e o ferro / sulfato ferroso ( recomendado a partir do segundo trimestre, até o término da lactação, pois ele não pode ser suprido apenas pela dieta normal da gestante) . Recomenda-se também que a gestante receba alimentos ricos em cálcio.
Freqüentemente pode-se ouvir que levantar coisas pesadas pode produzir partos prematuros ou abortos. No entanto, não há evidências de que isto seja certo, mas fazer este tipo de esforços pode trazer mais incômodos à sua já bem esforçada coluna. Por isso, sempre que possível evite realizar esforços ou levantar peso excessivo. Caso seja necessário, faça com que a sua coluna permaneça o mais rígida possível e faça a força com as pernas e não com o abdômen.
Durante a gravidez, permanecer demasiado tempo sentada, pode aumentar a dor de cintura, o risco de varizes nas pernas e favorecer a formação de coágulos. Para evitar estes riscos, levante-se pelos menos de duas em duas horas. Para reduzir a tensão na sua coluna, faça com que os seus pés descansem sobre um apoio de pés e cruze as pernas o menos possível. Se, pelo contrário, o seu trabalho a obriga a estar parada, tente caminhar a cada uma ou duas horas, durante dez a quinze minutos, mova os dedos do pé ou rode os pés para um lado e para o outro em breves sessões de 15 ou 20 exercícios para cada um. Trate de utilizar meias de descanso e sapatos sem salto.
Não é necessário que deixe de praticar os seus exercícios habituais. No entanto, convém que evite as competições. A prática de exercícios tem numerosas vantagens: mantém um nível constante de glicose no sangue, o peso aumenta menos, reduz as dores e as cãibras e melhora a postura de todo o corpo. A natação, a bicicleta, ou simplesmente as caminhadas, podem ser excelentes opções para manter-se em bom estado físico. Faça-o regularmente, duas ou três vezes por semana, durante 20 ou 30 minutos.
Na hora de viajar, os maiores inconvenientes podem começar a partir do terceiro trimestre, dado que a barriga já tem um tamanho considerável e o seu peso terá aumentado pelo menos 10 quilos. Por isso trate de viajar sentada, e exija os assentos assinalados para grávidas. Se viajar de automóvel, não deixe de utilizar o cinto de segurança: a faixa diagonal deve passar através do ombro e entre os seios e o abdômen, enquanto que a faixa horizontal deve colocar-se por debaixo da barriga.
Além de todas essas abordagens já descritas, o acompanhamento pré-natal permite a avaliação de queixas comuns em gestantes, como náuseas e vômitos, constipação intestinal, queimação no estômago, inchaço e varizes nas pernas, cãibras, tonteiras, cansaço e dor nas costas. Essas queixas preocupam bastante as mulheres, e durante as consultas elas podem ter suas dúvidas esclarecidas ou receberem tratamento adequado. A orientação do uso de meia elástica também é importante para evitar o surgimento de varizes e diminuir o risco de trombose durante a gestação.
Outras questões levantadas durante o pré-natal são relativas ao uso de medicamentos. Sabemos que muitos remédios não podem ser utilizados durante a gestação, por causarem efeitos graves no feto. Assim, o acompanhamento médico é essencial para garantir que a gestante não utilize tais medicações. O médico também indicará a vacinação com a vacina antitetânica, que deve ser feita em todas as gestantes.
Como vimos, o pré-natal é de extrema importância, pois permite que a gestação seja conduzida da forma mais saudável possível. Além disso, as possíveis alterações são detectadas e tratadas precocemente, o que reduz bastante a chance de resultados desfavoráveis, protegendo a saúde da mãe e do bebê.
São Paulo/ Grande São Paulo - (0XX11) 36601020
Sorocaba - (0XX15) 32129370
Jundiaí - (0XX11) 45276360
Rio de Janeiro - (0XX21) 39842955