É a forma mais comum de demência, que pode ser entendida como doença cerebral degenerativa que leva a um comprometimento progressivo da cognição, principalmente a memória (inicialmente apenas a memória de curto prazo). Pode também acometer outros campos como linguagem, julgamento, cálculo, praxia (habilidade motora pra executar gestos precisos), etc.
Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer, no Brasil 15% dos idosos acima de 80 anos são portadores da Doença de Alzheimer (DA).
A perda cognitiva (comprometimento das funções mentais) é progressiva e infelizmente ainda não existe cura, mas os tratamentos medicamentosos existentes são fundamentais e devem ser iniciados o quanto antes, uma vez que eles desaceleram a progressão da doença.
A doença de Alzheimer, principalmente nas fases mais avançadas pode causar mais sofrimento ao cuidador do que ao paciente, devendo ambos estarem sob acompanhamento médico e de uma equipe multidisciplinar (psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta,fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional,etc)
Fases e sintomas da doença
A duração e as formas como a doença se apresenta são variadas podendo didaticamente serem divididas em 3 fases:
Fase leve - É freqüentemente negligenciado pelos familiares e amigos e infelizmente até mesmo por profissionais da saúde, sendo por vezes incorretamente considerado como “processo normal do envelhecimento”. Nesse estágio a pessoa pode apresentar perdas de memória, atenção e aprendizado, interferindo negativamente na realização das atividades de vida diária do indivíduo. É importante que sempre seja afastada a possibilidade de outras doenças, principalmente a depressão, antes de se falar em Demência.
Fase moderada - Com o progresso da doença os problemas se tornam mais evidentes e restritivos e fatos como perder-se fora de casa, não reconhecer familiares, negligenciar a própria higiene, etc podem fazer com que os familiares percebam a doença. O portador de DA tem dificuldades para entender, julgar e interpretar as informações. Apresentam também descontrole emocional e comportamental, podendo estar acompanhado de depressão, apatia, alucinações, agressividade e outros distúrbios comportamentais.
Fase grave - A dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. O portador de DA pode apresentar dificuldades para alimentar-se de forma independente, em entender o que acontece ao seu redor, de locomoção, incontinência urinaria e fecal, comportamento inadequados em público, agressividade, agitação, não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos.
Causas
As causas não foram até hoje bem estabelecidas, mas a idade avançada é fator de risco para aparecimento da DA, sendo mais prevalente quanto maior a faixa etária.
Diagnóstico
Não existem exames laboratoriais específicos para o diagnóstico de DA. O diagnóstico é feito através da consulta com médico habilitado para reconhecer e tratar a doença (geralmente Geriatra, Neurologista ou Psiquiatra). Os exames laboratoriais utilizados servem para afastar outras doenças.
Quadro evolutivo da doença e tratamento
Até o momento não existe cura para a DA, mas existem tratamentos com medicações específicas que podem retardar ou minimizar a progressão da doença ou ainda controlar os distúrbios comportamentais geradores de sofrimentos ao paciente, cuidador e seus familiares.
A escolha pelo tratamento adequado deverá ser de responsabilidade médica e deve ser iniciado o quanto antes. Diversas atividades podem ser realizadas em conjunto com o tratamento medicamentoso, como a estimulação das habilidades do paciente através da arte e outras terapias ocupacionais. O treinamento e a conscientização do cuidador são fundamentais.
Prevenção
- Controlar fatores de riscos cardiovasculares: colesterol elevado, diabetes, pressão alta e fumo;
- Manter hábitos saudáveis: prática de atividades física, alimentação saudável e equilibrada (rica em frutas, verduras).
- Estimular atividades intelectuais prazerosas (leitura, estudo, jogos, exercícios para a memória) e o controle do estresse.
- Participar de atividades em grupo e atividades recreativas, que estimulem o convívio social. Tratar depressão e ou ansiedade se houver.
Dicas importantes
· Dispor de mais de um cuidador responsável pelo individuo com DA previne o desgaste emocional e físico;
· Os cuidadores deverão ser informados sobre a doença e atuar como ponte entre o paciente e médico;
· Estipular horários de alimentação, higiene e sono (implantação de rotinas);
· Transformar o ambiente do individuo em um local seguro;
· Ter disciplina na administração dos medicamentos (horário e dose correta);
· Não isolar o paciente, se ele não conseguir realizar uma atividade sozinho, acompanhá-lo;
· O paciente tem limitações, mas é um ser humano que precisa de estímulos positivos.
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